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domingo, 15 de abril de 2012

Artigos: Prática e Ensino da Natureza e Sociedade na Educação Infantil

Natureza













Vivemos em uma época de profundas e significativas mudanças. A ação é constante e presente em todos os momentos e lugares. Como não poderia ser diferente, a escola também deve buscar novos caminhos que venham oportunizar às crianças, melhor atuação junto ao objeto do conhecimento.
Neste contexto, a observação e exploração do meio constituem-se duas das principais possibilidades de aprendizagem das crianças, pois proporciona experiências concretas indispensáveis, tanto ao desenvovimento intelectual quanto ao afetivo. É dessa forma que poderão gradualmente construir as primeiras as noções de respeito às pessoas do seu grupo social e das relações humanas. É importante que cada um compreenda e assuma a responsabilidade com o lugar em que vive, em todas as dimensões.
Assim a natureza, deve ser analisada levando-se em conta o seu vínculo com a sociedade uma vez que estão interligadas. Como pode-se observar ao longo dos tempos surgiram as preocupações com o meio ambiente, com os recursos naturais renováveis e não-renováveis e com a continuidade da vida no planeta.
Para a construção de um mundo socialmente mais justo e ecologicamente mais equilibrado é necessário uma grande responsabilidade individual e coletiva, do nível local e global. Deste modo, os valores ensinados devem ser vivenciados pelas crianças por meio da implementação de práticas voltadas para a resolução de problemas concretos que levem a uma participação ativa de cada criança e da coletividade.
Observar a infraestrutura dos bairros, promover palestras e convocar famílias, as associações de moradores para debater os problemas e possíveis soluções são formas eficientes de envolver as crianças em atividades que certamente ficarão marcadas na vida deles. Partindo do meio em que vivemos, que é rico em possibilidades de exploração, deve-se sempre apresentar a realidade concreta e no ponto de partida para a criança entender melhor o seu mundo, seu espaço, sua história, reconhecendo a natureza como provedora de bens para sua sobrevivência na Terra.
Sabe-se que a criança constrói a sua vivência a partir de valores advindos de sua família e de grupos que lhe são próximos, adquirindo e desenvolvendo noções sobre o conceito de natureza e sociedade à medida que interage com o mundo à sua volta, dando-lhe assim sentido e significado.
O educador francês Célestin Freinet foi criador das aulas-passeio que tinham o objetivo de aproximar o trabalho em sala da vida real das crianças. Freinet criou uma pedagogia do trabalho, na qual a atividade é o que orienta a prática escolar e o objetivo final da educação é formar cidadãos para o trabalho livre e criativo, capaz de dominar e transformar o meio e emancipar quem o exerce. Segundo as sua teoria, as relações entre o homem, as cidades e o meio ambiente sempre sofreram transformações e nunca foram iguais. A criança não só tem um papel ativo, a escola é a continuação natural da família e do meio.
Na concepção do professor e pesquisador Lev Vygotsky, a questão central é a aquisição de conhecimentos pela interação do sujeito com o meio.
Ovide Decroly, médico e ducador, afirma que as crianças aprendem o mundo com base em uma visão do todo, que posteriormente pode organizar-se em partes, ou seja, do caos à ordem. "O meio natural é o verdadeiro material intuitivo capaz de estimular forças escondidas da criança."
A possibilidade da criança de formular suas próprias questões, buscar respostas, imaginar soluções, formular explicações, expressar opiniões e concepções do mundo que a cerca, confrontando-as com as das demais pessoas contribui para que ela construa conhecimentos mais elaborados. A interação com adultos e crianças de diferentes idades, a participação em brincadeiras, em suas diferentes formas, a exploaração do espaço, o contato com a natureza são experiências necessárias para o desenvolvimento infantil.
É valido lembrar que para tanto, o professor, como mediador deve utilizar algumas estratégias de ensino com o intuito de ampliar a conhecimento das crianças, partindo de questionamentos, coleta de dados, experiência direta, experimentação, leitura de livros, revistas, jornais e enciclopédias, quando for o caso, sempre considerando os conhecimentos das crianças sobre o assunto a ser trabalhado.
Percebe-se que pelo conteúdo das respostas da entrevista, que as vivências na infância são cruciais no desenvolveimento da criança e se refletem durante toda a sua vida. O intenso contato com a natureza, os animais a sociedade e também o momento histórico no qual a pessoa vivia contribuíram muito para a formação da sua sensibilidade e percepção de mundo.
A humanidade finalmente acordou para a necessidade de preservar o meio ambiente e impedir a destruição da própria espécie. Há muito ainda para ser realizado. Muitas escolas já estão ajudando as crianças a mudar de atitude para se transformar em cidadãos mais consciente.

REFERÊNCIAS

UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ. Curso Superior de Pedagogia: módulo 4. Londrina: UNOPAR: 2007. 166 p. il.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Ensino Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil/Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Ensino Fundamental. – Brasília: MEC/SEF: 1998. 3v.: il.
REVISTA NOVA ESCOLA. Edição Especial: Grandes pensadores. A história do pensamento pedagógico no Ocidente pela obra de seus maiores expoentes. São Paulo, Editora Abril. Fundação Vitor Civita. Dezembro 2004.