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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

FAN-BH 2017

FAN-BH 2017 segue até domingo com diversas atrações culturais

Um dos maiores festivais dedicados à arte negra fora do continente africano segue em Belo Horizonte até o próximo domingo, dia 22. Realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, o 9º Festival de Arte Negra – FAN-BH 2017 traz o protagonismo das mulheres negras como eixo central, destacando o empoderamento da mulher negra em várias partes do mundo. Uma das grandes atrações do festival é a apresentação da cantora Zezé Mota, no sábado. Confira a programação completa.

SEMANA INTERNACIONAL DO CAFÉ 2017

Resultado de imagem para semana internacional do café 2017

Semana Internacional do Café (SIC) é um encontro de cafeicultores, torrefadores, classificadores, exportadores, compradores, fornecedores, empresários, baristas, proprietários de cafeterias e apreciadores. 

O evento acontece na capital do maior Estado produtor do Brasil – Belo Horizonte – e apresenta diversas ações a milhares de profissionais do mundo focadas nas áreas de Mercado & ConsumoConhecimento & Inovação e Negócios & Empreendedorismo.


Simpósio de Cafés Especiais da World Coffee Events (WCE), da Specialty Coffee Association (SCA) acontece pela segunda vez no Brasil. Palestrantes internacionais de ponta apresentam programação exclusiva com foco em temas para profissionais do café que já investem ou querem investir no mercado de cafés especiais, como proprietários de cafeterias, torrefadores, traders de café, cooperativas, baristas, entre outros.

Feira de negócios com área de exposições de produtos e serviços para toda a cadeia do café. Estandes bem montados e público qualificado com atrações focadas para os produtores rurais, cooperativas, torrefadores, exportadores, varejistas, empreendedores, baristas e consumidores. A feira atrai os principais compradores e fornecedores do mundo para conhecer novidades e fazer negócios.

EXPOMINAS
AVENIDA AMAZONAS, 6.030 GAMELEIRA
BELO HORIZONTE (MG)
CEP: 30510–000
BRASIL

IGP-10 avança em outubro

Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 0,49% em outubro. A taxa apurada em setembro foi de 0,39%. Em outubro de 2016, a variação foi de 0,12%. A taxa acumulada em 2017 até outubro é de -1,55%. Em 12 meses, o IGP-10 registrou taxa de -1,29%. O indicador é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,67% em outubro. Em setembro, a variação foi de 0,55%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de 0,40%, em outubro, ante -0,22%, em setembro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -4,23% para -0,47%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou variação de 0,23%. No mês anterior, a taxa de variação foi de -0,27%.
O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 1,39%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,43%. A principal contribuição para o avanço da taxa partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de -0,39% para 1,29%. O índice de Bens Intermediários (ex),obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de 0,89%. No mês anterior, este índice registrou variação de -0,07%.
O índice do grupo Matérias-Primas Brutas registrou variação de 0,17%. Em setembro, a taxa foi de 1,67%. Contribuíram para a desaceleração do grupo os itens: minério de ferro (11,60% para -2,97%), bovinos (7,19% para 4,26%) e suínos (5,27% para 0,33%). Em sentido inverso, destacaram-se os itens: soja (em grão) (-2,24% para 2,72%), milho (em grão) (3,26% para 10,24%) e algodão (em caroço) (-4,83% para -0,15%).
Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou taxa de 0,18%, em outubro. Em setembro, este índice não registrou variação. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (-0,91% para -0,08%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -10,52% para 0,19%.
Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Vestuário (0,12% para 0,60%), Despesas Diversas (0,02% para 0,59%) e Habitação (-0,06% para -0,01%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: cigarros (0,00% para 1,24%), gás de botijão (-0,42% para 3,54%) e tarifa de telefone móvel (-0,11% para 0,39%).
Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (0,84% para 0,48%), Educação, Leitura e Recreação (0,82% para 0,46%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,28% para 0,21%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: gasolina (4,32% para 2,00%), passagem aérea (25,10% para 8,10%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,41% para -0,72%), respectivamente.
Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em outubro, taxa de variação de 0,11%, ante 0,35%, no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,23%. No mês anterior, a taxa foi de 0,44%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,02%. No mês anterior, este índice variou 0,28%. 
O resultado completo está disponível no site.

Liberdade de imprensa: Direito Rio apresenta amicus curiae no STF sobre direito de resposta em veículos de comunicação

O Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da Escola de Direito do Rio de Janeiro da FGV (Direito Rio) protocolou, no dia 28 de setembro, memorial de amicus curiae perante o Supremo Tribunal Federal (STF) nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5.415, que trata do direito de resposta em veículos de comunicação social.
A ADI discute a inconstitucionalidade do artigo 10 da Lei 13.188/2015, que exige a manifestação de “juízo colegiado prévio” para suspender o direito de resposta em grau de recurso. A ação tramita sob a relatoria do ministro Dias Toffoli e foi proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB). Supervisionada pelo professor Ivar A. Hartmann, a Clínica que deu origem ao trabalho contou com a participação de seis alunos da graduação.
“O grupo encarregado de produzir o memorial estava especialmente preocupado com o aspecto processual do desequilíbrio gerado pela exigência de órgão colegiado para reverter decisão monocrática de primeira instância garantindo direito de resposta. É uma exceção inserida no sistema processual de maneira que restringe desproporcionalmente a liberdade de expressão”, argumenta Hartmann.
O docente explica que o dispositivo questionado é inconstitucional por restringir de maneira desproporcional o direito fundamental à liberdade de expressão e inibir indiretamente o exercício dessa liberdade (chilling effect), afetando negativamente a imprensa livre e a plena liberdade de informação jornalística. Por último, produz desequilíbrio processual ao criar desigualdade entre as partes no litígio, violando o devido processo legal.
Já o professor André Mendes, coordenador do NPJ, ressalta a importância da representação judicial da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). “A Abraji desempenha um papel relevantíssimo em prol da liberdade de imprensa. Com um trabalho qualificado, contribui para o bom jornalismo e serve à nossa democracia”, afirma o professor.
Segundo Luiz Filippe Esteves Cunha, um dos alunos que participaram da elaboração da peça, "poder participar ativamente da construção de entendimentos judiciais, especialmente por se tratar de um tema tão relevante a ser julgado pelo STF, foi uma excelente experiência proporcionada pela Direito Rio. A clínica nos deu a oportunidade de não só estudar o que diz o Tribunal, mas efetivamente pensar e contribuir com a formação do direito".
A elaboração do memorial contou com a participação dos seguintes alunos: Fernanda Almeida Fernandes de Oliveira; Harllos Arthur Matos Lima; João Pedro Fontes Zagni; Luiz Filippe Esteves Cunha; Pedro Moysés Delfino; Pedro Sutter Simões


Participação de mulheres no Conselho de Administração de empresas na América Latina é positiva, diz estudo

conduta ética das empresas nos países latino-americanos tornou-se altamente relevante, principalmente devido aos recentes escândalos de corrupção e casos de fraude envolvendo funcionários e membros do nível gerencial. Com a crescente internacionalização das empresas, investidores e clientes estrangeiros cobram a implementação de mecanismos de boas práticas. Entre eles, o mais utilizado é o código de ética, que, em termos gerais, tem como objetivo transmitir o comportamento ético da organização em relação a seus diferentes grupos de interesse, além de comunicar a conduta que a organização espera de seus funcionários.
Em estudo inédito publicado na Revista de Administração de Empresas (RAE) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV (EAESP), professores do Departamento de Economia e Empresa da Universidade de Almería, na Espanha, realizaram uma pesquisa com as 100 maiores empresas latino-americanas cotadas em bolsa, de setores variados. A pesquisa, conduzida por Arturo Haro-de-Rosario, María del Mar Gálvez-Rodríguez, Alejandro Sáez-Martín e Carmen Caba-Pérez teve como objetivos principais analisar os valores promovidos no código de ética e identificar a influência da diversidade de gênero na composição do Conselho de Administração (CA) dessas empresas.
Os resultados mostraram que empresas latino-americanas desenvolvem códigos de conduta com valores éticos que procuram melhorar as relações com seus stakeholders, defendendo principalmente, valores como transparência, integridade, confiança e responsabilidade. Os resultados indicam ainda que a composição do Conselho de Administração (CA) é um fator chave no desenvolvimento do conteúdo de códigos de ética. Destacou-se o fato de que as mulheres influenciam os princípios corporativos que promovem a eficiência, a responsabilidade, a lealdade e a diversidade de gênero na organização.
Além disso, os pesquisadores detectaram que a presença de mulheres no CA contribui para a promoção de valores que garantam o cuidado nas relações com os clientes e para a importância da qualidade dos serviços oferecidos pela empresa. Apesar das dificuldades que pessoas do sexo feminino ainda sofrem para compor o CA em empresas latino-americanas, os autores argumentam que a inclusão de mulheres acrescenta novos pontos de vista aos Conselhos de Administração.
O estudo está disponível na íntegra gratuitamente, para ler, clique aqui.

Mundo Gerais | Sebrae - Dias 24 e 25 de outubro





Seminário eSocial Prático

Teatro Glaucio Gill terá novo espetáculo em cartaz


TEATRO GLAUCIO GILL apresenta o espetáculo “BLUE - Bonjour Tristesse”, com a Renato Vieira Cia de Dança

Esta nova temporada do espetáculo traz de volta aos palcos cariocas o bailarino Bruno Cezario

Teatro Glaucio Gill apresenta o espetáculo “BLUE - Bonjour Tristesse”, com a Renato Vieira Cia de Dança, é o novo espetáculo que estará em cartaz no Teatro Glaucio Gill de 3/11 a 3/12/2017. No início de 2017, impactado pela crise geral que domina o país, atordoado pelas mudanças súbitas e difíceis de serem assimiladas, o coreógrafo Renato Vieira resolveu absorver o impacto entrando numa sala de ensaio. Reuniu um novo grupo de bailarinos – somente homens - e começou a experimentar movimentos, ouvindo o blues. Tendo a literatura sempre como um dos pontos de partida de suas criações, Renato Vieira somou a este universo a poesia da polonesa Wislawa Szymborska (1923-2012), cujo lema foi “Prefiro o ridículo de escrever poemas ao ridículo de não escrevê-los.” A poesia CEM PESSOAS, em off na voz de Sura Berditchevsky, está presente no espetáculo.

A criação coreográfica foi dividida com Bruno Cezario, que assinou também os figurinos. Bruno, que cumpria uma agenda de apresentações internacionais, terminou recentemente uma tournée com a Cie Gilles Jobin na Rússia. Liberado de seus compromissos fora do país, pôde finalmente retornar aos palcos cariocas. Deste encontro entre o som pungente do blues e a poesia de Szymborska nasceu o novo espetáculo, “BLUE - bonjour tristesse”, que chega mostrando a Renato Vieira Cia de Dança numa formação diferente – juntos, e em solos, duos e trios, ao lado de Bruno Cezario estão em cena novos bailarinos de diferentes procedências, selecionados por Renato.

- Estou experimentando uma formação diferente na companhia – explica Renato.

Novos bailarinos, novas histórias de vida e dança. Como o blues dá espaço para o improviso, os bailarinos terão espaço para trabalhar com a improvisação ficando mais comprometidos com o processo de criação. Soraya Bastos, bailarina inaugural da companhia, não está em cena nessa nova criação, mas acompanhou todo o processo como assistente.

A MÚSICA
O ponto de partida no processo criativo foi o blues, mas ao longo do processo a trilha musical veio se abrindo para variadas intervenções sonoras, incluindo textos, fragmentos verbais e uma forte linha percussiva - tudo criado por Felipe Storino, que compõe pela primeira vez para a companhia. Ele fala de sua inspiração: - O som bate rebate, no corpo se molda, entra, reverbera, distorce, treme, escuta, sente e dança um blues. Duas únicas músicas não compostas por Storino estão presentes no espetáculo, ambas na voz de Nina Simone: Sinner Man e Strange Fruit, esta última uma referência no processo criativo.

- Pelo universo que estamos tratando nesse trabalho, não poderia deixar de lado Strange Fruit, que é uma música emblemática de sua época e perfeita para esses dias em que vivemos tanta intolerância racial, sexual, política, religiosa. Não tenho a pretensão de levantar nenhuma bandeira. Mas, como artista, sinto necessidade de colocar em cena o que tem me perturbado tanto, explica Renato Vieira.

Strange Fruit foi composta como um poema escrito por Abel Meeropol, em 1930. Professor judeu que dava aulas no Bronx, o poema foi a forma que ele encontrou para expressar seu horror diante do linchamento de dois homens negros. A música foi eternizada pela voz de Billie Holiday, que a cantou pela primeira vez em 1939, no Cafe Society. Eleita pela revista Time como a “canção do século”, Strange Fruit ganhou também belíssimas interpretações de Nina Simone, Carmen McRae, Diana Ross, Cassandra Wilson, Cocteau Twins, Antony and the Johnsons, Siouxsie & The Banshees, Wynton Marsalis, entre outras.

A POESIA DE WISLAWA SZYMBORKA
O poema abaixo está presente no espetáculo, em áudio gravado pela atriz Sura Berditchevsky.

Cem pessoas
Em cada cem pessoas
Aquelas que sempre sabem mais: cinquenta e duas.
Inseguras de cada passo: quase todo o resto.
Prontas a ajudar, desde que não demore muito: quarenta e nove.
Sempre boas, porque não podem ser de outra maneira: quatro — bem, talvez
cinco.
Capazes de admirar sem invejar: dezoito.
Levadas ao erro pela juventude (que passa): sessenta, mais ou menos.
Aquelas com quem é bom não se meter: quarenta e quatro.
Vivem com medo constante de alguma coisa ou alguém: setenta e sete.
Capazes de felicidade: vinte e alguns, no máximo.
Inofensivos sozinhos, selvagens em multidões: mais da metade, por certo.
Cruéis, quando forçados pelas circunstâncias: é melhor não saber nem
aproximadamente.
Peritos em prever: não muitos mais que os peritos em adivinhar.
Tiram da vida nada além de coisas: trinta (mas eu gostaria de estar errada).
Dobradas de dor, sem uma lanterna na escuridão: oitenta e três, mais cedo ou
mais tarde.
Aqueles que são justos: uns trinta e cinco.
Mas se for difícil de entender: três.
Dignos de simpatia: noventa e nove.
Mortais: cem em cem – um número que não tem variado.
(Wislawa Szymborka)

FICHA TÉCNICA
Direção e concepção Geral: Renato Vieira
Coreografias: Renato Vieira e Bruno Cezario
Bailarinos: Bruno Cezario, Dinis Zanotto, Elton Sacramento, Felipe Padilha,
Flávio Arco-Verde, João da Matta, João Mandarino, Marlon Ailton
Trilha sonora original: Felipe Storino
Voz em off: Sura Berditchevsky
Assistente de ensaio: Soraya Bastos
Iluminação: Binho Schaefer
Programação Visual: Cristhianne Vassão
Fotografias: Bruno Veiga
Cabelos: Émilien Blanchard. Di Xavier, Anderson Peres
Operação de Luz: Jon Thomaz
Operação de Som: Denise Mendes
Figurino: Bruno Cezario
Direção de produção: Tatyana Paiva
Realização: Renato Vieira Cia de Dança
Agradecimentos: Bia Radunsky, Tanit Galdeano, Sura Berditchevsky, Manoela Cardoso, Eloisa Menezes, Toni Rodrigues, Ana Vitória, Ester Weitzman

CURRÍCULOS
RENATO VIEIRA CIA DE DANÇA – Companhia carioca de dança, em cena desde 1988, com direção geral de Renato Vieira, é reconhecida pela produção contínua de espetáculos que aliam o popular ao erudito, passando pelo experimentalismo, sem abrir mão da qualidade técnica de seus dançarinos. A companhia busca tornar acessível a dança como manifestação artística para todos os públicos, entendendo que assim atrai novos olhares para a dança contemporânea e contribui na formação de novas platéias para as artes em geral.

RENATO VIEIRA - Diretor artístico e coreógrafo
Renato Vieira é figura presente e atuante em diversas áreas da cena contemporânea. Começou sua carreira com o lendário Lennie Dale, dançou com Dalal Achcar, fundou o grupo Vacilou Dançou com Carlota Portella, e no final dos anos 80 criou a Renato Vieira Cia de Dança, que apresenta regularmente criações inéditas, entre elas Terceira Margem, Ritornelo, Dociamargo, Poeira e Água, Rizoma, Boca do Lobo, no me digas que no. Suas obras receberam destaque na imprensa, boas críticas e foram apresentadas em diversas cidades do país, além de Costa Rica e Portugal.

Como coreógrafo convidado assinou peças para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Teatro Guaíra, o Teatro Municipal de Niterói, o Balé da Cidade de São Paulo, para a Cia de Dança de São José dos Campos, onde acumulou o cargo de Diretor. Ministrou cursos no Japão e na Alemanha, e durante vários anos deu aulas formando bailarinos e marcando, com seu estilo, uma geração. Pioneiro na direção de movimento para teatro, televisão e cinema assinou mais de quarenta espetáculos, em parcerias com Gustavo Gasparani, Pedro Brício, Claudio Botelho e Charles Moeller, Wolf Maya, entre outros.

Entre as produções mais recentes que contaram com sua contribuição destacam-se LiLi, S’imbora – O Musical, SamBra,o musical – 100 anos de Samba, Gilberto Gil – Aquele Abraço, o Musical, Samba Futebol Clube (pelo qual recebeu o Prêmio Cesgranrio 2014 na Categoria Especial), As Mimosas da Praça Tiradente, O Som da Motown (que codirigiu), Sassaricando, Sassariquinho, Cole Porter – Ele Nunca Disse que me amava, South American Way entre muitos outros. Recebeu o prêmio Coca-Cola de melhor coreografia pelo infantil A Coruja Sofia. Assinou a coreografia de Abertura dos Jogos Pan Americanos e foi durante dez anos o coreógrafo da Comissão de Frente da Escola de Samba Grande Rio. Pelo conjunto de sua obra recebeu, em 2004, o Prêmio Icatu Holding, com uma residência de seis meses na Cité des Arts, em Paris, França.

BRUNO CEZARIO- Coreógrafo e figurinista

Bruno Cezario é considerado pela crítica especializada do Brasil e exterior como um dos mais importantes bailarinos de sua geração. Estreou profissionalmente aos 16 anos em Romeu e Julieta, uma adaptação do original de Shakespeare concebida e dirigida por Sergio Britto e coreografada por Renato Vieira, passando assim a fazer parte de todas as criações da Renato Vieira Cia de Dança. Integrou paralelamente o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro sob as direções de Jean-Yves Lormeau e Dalal Achcar estreando nesse palco, aos 17 anos de idade, o L'après-midi D'un Faune, de Nijisky, voltando a interpretá-lo como Bailarino Convidado na comemoração do aniversário de 100 anos da obra, em 2013.

Viveu na Europa, onde dançou com o Ballet du Grand Théâtre de Genève, na Suiça; em Estocolmo com o Cullberg Ballet; na França no Ballet de l'Opéra de Lyon; e em Madrid, onde recebeu de Nacho Duato o título de Primeiro Bailarino na Compañía Nacional de Danza. Dançou peças de mais de 40 coreógrafos internacionais e nacionais, dentre eles William Forsythe, Jiří Kylián, Sasha Waltz, Lucinda Childs, Rachid Ouramdane, Philippe Decouflé, Natalia Makarova, Tatiana Leskova e Matz Ek.

Voltando ao Rio de Janeiro, criou em parceria com Renato Vieira todas as obras da companhia desde então, além de assinar figurinos e trilhas sonoras. Também cria para outras peças teatrais, e faz trabalhos como Diretor de Movimento. Recebeu o prêmio de Melhor Coreografia no 3o Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças pela peça Tãotão, de Pedro Kosovski e direção de Cacá Mourthé. Foi coreógrafo convidado da Cia de Ballet da Cidade de São José dos Campos,da Compañía Nacional de Danza (Costa Rica).

Criou também uma das peças coreográficas que constituem o espetáculo Peh Quo Deux, da PeQuod / Companhia de Teatro de Animação, que tem direção geral de Miguel Vellinho. Participou como ator dos longas-metragens Ensaio, de Tania Lamarca, e Exilados do Vulcão e Noite de Paula Gaitan. Como melhor bailarino recebeu os prêmios: Rio Dança 2001 e Você E A Dança. Atualmente dança também com a Cie Gilles Jobin de Genebra, Suíça.

SERVIÇO
BLUE bonjour tristesse
Com a Renato Vieira Cia. de Dança
ESTRÉIA DIA 3 DE NOVEMBRO de 2017
Temporada de 3 de novembro a 3 de dezembro de 2017
Local: Teatro Glaucio Gill
Praça Cardeal Arcoverde, s/n. Copacabana.
Telefone: (21) 2332-7904
 Vendas internet: https://ingressorapido.com.br
Sexta a segunda, 20h
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Duração: 60 minutos
Classificação etária: 14 anos
O Teatro Glaucio Gill é um espaço da Secretaria de Estado de Cultura/
FUNARJ

Exposição de Matisse no Rio



CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO EXIBE ALBÚM JAZZ DE  MATISSE

A exposição reúne 20 pranchas impressas em “pouchoir” pelo artista francês em  1947

A Caixa Cultural inaugura no dia 24 de outubro, às 19h, a exposição  Henri Matisse – Jazz, com curadoria de Anna Paola Baptista. Serão apresentadas as 20 pranchas do álbum Jazz, obra síntese da segunda parte da carreira do pintor, desenhista e escultor Henri Matisse nos anos 1940. A partir deste periodo passou a dedicar-se exclusivamente a técnica dos papiers découpés (cut outs), os desenhos com tesoura, nos quais criava diretamente nos papéis coloridos com guache. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal. Na noite de inauguração acontecerá uma visita guiada com a curadora.


O albúm Jazz foi impresso a partir dos originais recortados, com supervisão do próprio Matisse. As imagens variam da abstração a figuras de grande vivacidade que abordam assuntos ligados ao circo, contos populares e viagens, com ritmo e improvisação identificáveis aos sons de uma orquestra de jazz. O processo de edição do álbum foi iniciado em 1942 e o artista levou cinco anos para conclui-lo. Jazz foi lançado simultaneamente em Paris e no Rio de Janeiro em 1947. O exemplar exibido é o de número 196 e integra ao acervo dos Museus Castro Maya.




 De acordo com o crítico de arte Paulo Herkenhoff, o belíssimo conjunto de desenhos feitos com tesoura se destaca como “o mais belo livro de arte do século XX”. A técnica foi desenvolvida por Matisse no início da década de 1940, quando, obrigado a passar longos períodos na cama e na cadeira de rodas em recuperação de uma delicada cirurgia. O artista combinou desenho e pintura em colagens. Matisse já havia utilizado os chamados papiers collés para o estudo da obra La danse (1909), mas foi a cumplicidade do editor e crítico Tériade que o incentivou a realizar um álbum só com papéis recortados, trabalho que mais tarde foi considerado como uma de suas obras mais importantes.

Após temporadas de sucesso em Salvador, Brasília, Recife e Fortaleza, é a vez do Rio de Janeiro receber a aguardada exposição Henri Matisse – Jazz que seguirá em cartaz na cidade até 22 de dezembro de 2017. 




Sobre Matisse:

O pintor francês Henri Matisse nasceu em 1869 em Le Cateau-Cambrésis, no norte da França. Iniciou o curso de Direito em Paris em 1988, logo abandonado para estudar pintura e desenho na Academia Julián e  na Escola de Belas Artes de Paris.

É considerado por críticos e historiadores um dos mais importantes e revolucionários artistas de seu tempo. Ao lado de Pablo Picasso tornou-se artista síntese da arte moderna no século 20, liberta da necessidade de imitar a realidade.

Influenciado por  Paul Cézanne, Paul Gauguin e Vicent Van Gogh, foi líder do movimento chamado Fauvismo (1901-1908), termo inicialmente pejorativo que caracterizava os artistas como bestas selvagens (fauves) escandalizando o público com as cores intensas de suas obras.

No início da década de 1940 com seus movimentos reduzidos em decorrência de um câncer e impedido de pintar, Matisse inventou a técnica dos papiers découpés (cut outs), os desenhos com tesoura, nos quais criava diretamente nos papéis coloridos.

Dessa forma, Matisse reinventou sua arte e sua carreira produzindo centenas de obras extraordinárias. O álbum Jazz, de 1947, que será na Caixa Cultural Rio de Janeiro, é o ápice desta criação


Serviço:

Exposição Henri Matisse – Jazz
Curadoria: Anna Paola Baptista

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Abertura: 24 de outubro, às 19h, incluindo visita guiada com curadora Ana Paola Baptista
Visitação: 25 de outubro a 22 de dezembro de 2017
Horário: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Classificação Indicativa: Livre
Entrada franca